Conversando com a insônia


Queria que o dia tivesse pelo menos mais umas 24h de duração, assim eu teria tempo hábil pra colocar em prática tudo aquilo que me rodeia. Ideias que voam como nuvens em momentos de tempestade. Se você olha pra cima, você flagra, mas se deixar de olhar 2 segundos, já não estão mais por ali e sim em outro lugar um pouco mais afastado.

Não acho ruim que eu tenha ideias, só acho ruim que elas SEMPRE chegam de madrugada e sempre atrapalham meu horário reservado ao sono. Dormir pra quê? uns costumam dizer.

O resultado disso são dias difíceis de serem vividos, falta de atenção em alguns momentos (por causa da sonolência) e um organismo maluco e fora de controle. Em contrapartida, como autodefesa, geralmente consigo produzir um trabalho mais artístico nessas condições. Tenho uma teoria minha de que sempre que fotografei varado de sono eu consegui resultado melhores do que se estivesse 100% descansado. Talvez esse estado meio letárgico seja a minha droga principal, a que me faz enxergar as coisas de outra forma – o diferencial do que se costumam fazer.

E por que escrevo isso aqui? Exatamente porque isso acabou de me acontecer. Não, não fotografei nada… mas tentei dormir e não consegui. As ideias vieram me visitar, as teorias vieram junto e em cima da minha cabeça e dentro do quarto escuro fizeram uma algazarra danada, me deixando assim em êxtase e sem concentração alguma para me desligar do corpo.

Talvez essa seja a hora em que elas mais gostam de me encontrar, pois de uns anos pra cá sempre funcionou assim. Mal posso esperar pelo horário de verão e pelo próximo inverno… o auge é sempre nessas épocas.

Eu costumo sonhar acordado, talvez esse seja um dos motivos pelos quais eu realmente não precise dormir.

Agradeço a companhia e a visita, sempre. E isso serve também para você que está aqui lendo isso agora.

Até qualquer hora.

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3 comentários sobre “Conversando com a insônia

  1. A cara tudo verdade. Eu também “converso” com a insônia e fico me perguntando porque as idéia tem que vir mais no momento em que me deito, são tantas coisas que vem nessa hora de deitar-me. Pensar na vida, refletir, lembrar o que se passou, relembrar amigos de 2,3 ou 4 anos atrás que não vejo mais, tudo vem minutos antes de eu dormir.

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