Cada um por si

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Como de costume, dei uma sumida daqui… mas nunca é por mal, mesmo porque se fosse eu nunca mais voltaria não é? O que acontece é que tem semanas que tenho muita coisa pra fazer, e quando algum tempo me sobra, eu uso pra mim mesmo… pra poder fazer as coisas que gosto de fazer e nunca tenho tempo… seja ir em um cinema, seja ficar em casa sem fazer absolutamente nada ou seilá, sair de casa sem rumo e ficar fazendo nada, só andando e observando. Talvez essas sejam as coisas que eu mais gosto de fazer e sinto falta.

Enfim, depois de dias corridos e mais dias corridos, o que acontece é que nesse meio tempo aí sempre tenho coisas legais pra dizer, e quando chega nessa hora de sentar e escrever aqui nesse blog, tudo soa muito inútil e perco a vontade de falar (ou de escrever, o que seria mais correto). Mas acontece, se fosse pra ser … seria. Não é?

Ultimamente eu to meio que dando mais atenção a umas outras coisas… quem me acompanha sabe que as últimas fotos que ando publicando ou são de toy camera ou de celular… acredito que seja uma fase minha mas posso dizer que to gostando bastante. Chega uma hora em que as coisas cansam. Me sinto cansado as vezes de postar só fotos de show, show e mais show, sendo que eu não vivo só com isso. Na real, eu vivo disso, mas não significa que eu não enxergue outras coisas e queira compartilhar aquilo com o mundo.
As vezes me dá mais prazer sair mostrando testes e fotos “caseiras” do que uma super produção que eu tenha feito em algum momento qualquer. Mas ainda acho que isso tudo é de fase… devo estar na fase “cansado-da-mesmice” haha.

O melhor disso tudo é que acredito que fazendo isso, consigo me ajudar também, pois começo a olhar as cenas de forma diferente, pois essas câmeras que estou usando ultimamente não tem o zoom de uma lente, não tem a facilidade de você escolher o ISO que quer trabalhar, a abertura, a velocidade… enfim.. é tudo muito rústico e tudo fixo… e acaba sobrando pra sua criatividade, olhar e tudo mais… no final das contas, é um exercício e tanto para enxergar as coisas de uma forma mais legal.
Por exemplo, quando uso a Toy Camera (que é uma Eximus Wide&Slim 22mm), ela tem abertura fixa em f/8 e velocidade fixa em 1/125 … para os que não entendem de fotografia, isso significa que eu preciso de ambientes com muita luz para a foto sair legal. A única coisa que eu posso escolher nela é o ISO do filme, que posso comprar um de 100, 400, 800.. enfim.. só isso que eu escolho e tenho “poder”, de resto, sou escravo e tenho que ir onde acho que vai funcionar. Se já estiver escurecendo eu não posso nem tentar fazer alguma foto porque é certeza de que não vai sair nada no filme. Isso, de uma forma ou de outra, te faz pensar bem mais antes de fazer uma foto qualquer… e o que era pra ser uma brincadeira com um brinquedo, acaba se tornando algo mais desafiador que se tivesse com uma DSLR bonitona na mão.
Já com o celular, ultimamente tenho usado um iPhone oldschool … nele, baixei alguns aplicativos para trabalhar com foto, uns programinhas que simulam fotos antigas, fotos de toy camera também, adicionam vinhetas nas bordas… enfim, tem programinha pra tudo… e é uma outra história. Fico pensando nas fotos e já pensando em qual programa vou usar pra chegar no resultado que eu quero… e é aquele esquema: resolução fraca, sem zoom… é apenas olhar, pensar e usar a criatividade com a ajuda dos programinhas.

De uma forma ou de outra isso me ajuda cada vez mais… seja na criatividade ou seja treinando o olhar… acho que corro mais em busca da foto ao invés de sentar e esperar a foto vir. Quanto mais limitado você estiver, mais você tem que caçar e pensar. Portanto, acredito muito que as vezes é muito bom você ter algo limitado na mão, pois assim você se mexe mais em busca daquilo que quer… qual graça teria você ter tudo em mãos e só ficar esperando o momento passar na frente para registrar, em qualquer condição de velocidade, clima, luz e etc…

Mas é assim na fotografia e é assim na vida… cada um escolhe a maneira que quer seguir. Cada um faz o que bem entende e cada um tem sua escolha pessoal… aqui, como eu já disse há alguns posts atrás, quem escolhe sou eu e quem vive sou eu. Então aí está como eu vejo, como eu penso e como eu escrevo.

Beijos e abraços!

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4 comentários sobre “Cada um por si

  1. Resumindo, na fotografia nada se perde, tudo se transforma. Na vida tbm neh, principalmente o tempo, não podemos perde-lo, temos q aprender a transforma-lo. Eu por exemplo, tava meio sumido de twitter, internet, geral… pq tava de férias e tentei arranjar meu tempo com outras coisas, e deu uns arranjos maneiros rsrs Mas to de volta pra labuta e passarei mais vezes por aqui de novo. A foto d blackbox no outro blog tah supimpa! Com ToyCam ou Profissa, vale a pena te seguir mew. ABRAÇÃO!!! nãopáranãopáranãopára

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  2. Tô adorando essa sua fase “cansado-da-mesmice”. No final das contas, o resultado das fotos parece ser mais incrível ainda, e quer saber? Eu sou apaixonada por essas fotos mais rústicas, mais ‘difíceis’. Pra quem tá vendo a foto, sem saber como foi tirada e tals, dá uma certa curiosidade, e isso também torna a foto mais legal. Ah, Césinha… Não vou puxar seu saco, isso é o cúmulo… Mas qualquer foto que venha de você, é coisa boa. Parabéns sempre. Beeijo e coragem nessa correria looouca que tú vive, rs. :*

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  3. acho que todo mundo cansa da mesmice, até mesmo quem pensamos que tem uma vida que ‘todos queríamos ter’
    e acho ainda mais, prefiro um milhão de vezes me aventurar em uma filmagem com uma fita do que em uma hand cam
    acho por ultimo que isso é a vontade natural que todo artista tem de fugir do senso comum.
    tu arrasa demais, cesinha! beijo, sucesso, e claro, miojo

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  4. Eu sempre achei a mesma coisa, coms as cameras digitais e softwares podemos dizer que as coisas ficaram mais faceis, hoje todo mundo tem cameras em mão, sendo ela de celular ou covencional. Não é todos que tem qualquer olhar sobre a fotografia, isso ja é fato, temos grande nomes da fotografia digital hoje em dia, mas quantos chegam aos pés de um Robert Capa, ou um Rechard Avedon… e essa certa tendencia de camêras analogicas tem libertado esses certos talentos, como você disse, quando se tem algo limitado nas mãos é muito mais dificil você conseguir captar a cena perfeita, porque temos que correr atras dela e não esperar que ela chegue. tou adorando seu blog, parabens.

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