Isto

sjcpb
E quando aquelas palavras atingirem os seus olhos talvez o seu coração comece a entender que a coisa é mais profunda do que você imaginava. Seus olhos sentirão o baque, começando assim a se sentirem como se estivessem debaixo de uma chuva sem guarda-chuva nenhum; Seu coração, por sua vez, se sentirá em uma balada de putz-putz com direito a som no talo e meia dúzia de desengonçados dançando na pista. Suas mãos, frias, mas ao mesmo tempo parecendo que estão num calor de 40 graus.

Palavras são fortes o bastante para desconsertar qualquer ser humano, com coração ou não. A feição nem sempre revela o sentimento… mas esse segundo sim, seja como for, um dia gritará lá de dentro.
Pequenos gestos causam grandes estragos, porém, as palavras podem ferí-los. Tanto fere que muitos se sentem bombardeados ao lerem algo que nem a eles pertencem.

Tudo ao nosso redor tende a incomodar ou ajudar, simplesmente tudo. Não adianta querer se esquivar porque ali na próxima esquina o cruzamento é maior e o sinal nem sempre está funcionando. A preferencial é geralmente quem está a sua direita, mas a placa as vezes nega a regra. E lá vou eu pensar quem foi o imbecil que inventou a regra?
Deixa pra lá e voltamos ao jogo de palavras, onde o escritor não sabe o que fala e o leitor entende menos ainda… mas sim, sempre há os que dizem que entendem. O fato é.. se nem quem escreve sabe do que fala, como alguém que lê o que o outro que não sabe o que escreve diz entender tudo o que aquele que não sabe o que dizer disse? Deu pra entender? Leia de novo e repetidas vezes que essa parte pelo menos dá.

O legal disso tudo é envolver meia dúzia de pensamentos em um só, brincando assim com sentimento, culpa, raciocínio e interpretação. Já diziam que o poeta é um fingidor, tudo bem, eu sei que foi Fernando Pessoa, mas será que não há verdade em nada do que ele escrevia? Na real ele fingia estar fingindo, e nessas, escrevia tudo o que sentia… apesar do mesmo dizer que não sentia com o coração mas sim com a imaginação. Ele não usava o coração. Eu uso, mas só as vezes.

Uso do fingimento dos outros os meus, mas não quero ser poeta nem tampouco escritor. Por isso, escrevo em meio do que não está ao pé, livre do meu enleio sério do que não é.

Sentir? Sinta quem lê… quem ouve.

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5 comentários sobre “Isto

  1. Muitas vezes o que não faz sentido nenhum para alguém, faz sentido para algum outro alguém. Isso é algo tão comum no nosso cotidiano, que em palavras fingidas de um poeta não poderiam ser diferentes.
    Eu adoro teus textos, mesmo que quem sabe sejam fingidos ou ainda quem sabe sejam de puro coração. “Sentir? Sinta quem lê…”

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