Estamos no começo de algo muito bom…

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A minha vida anda conforme a música, e isso é literalmente falando mesmo.

A grande maioria sabe que meu trabalho é 70% movido pela música e para a música, então essa frase é a que mais faz sentido para mim sempre. Outra grande maioria também sabe que trabalho com o NXZERO desde 2007 (oficialmente desde 2008) e praticamente tem sido essa a minha vida desde então. Claro que já fiz um monte de trabalhos paralelos – com bandas ou não – mas o que me move mais sempre foram eles. Arrumo a minha agenda com a deles, altero minha correria conforme os shows deles pedem e etc.

Dito isso, fica claro que o que acontece com a banda, acontece comigo também… é tudo um link só. Se mudam algo, tenho que mudar também, se algo acontece com eles, indiretamente acontece comigo também e assim por diante. Estamos no mesmo barco e o destino é sempre o mesmo.

Mas enfim, o que eu vim contar aqui hoje é sobre uma fase que vivi no ano passado e que desde o dia 4 desse mês de março começou a ser divulgada no canal do youtube deles.

Era fevereiro de 2014 e eles tinham resolvido gravar um disco de uma maneira diferente. Já estavam esgotado daquela velha maneira de fazer as coisas, de ter prazos para entregar discos, músicas e enfim… precisavam se reinventar – em outras palavras. Escolheram uma casa pra alugar (a mesma onde tínhamos feito o clipe de “Hoje O Céu Abriu”) e decidiram que ali seria gravado o novo álbum, todo ao vivo. (obs: pra quem não sabe o que é gravar ao vivo, é quando todos os instrumentos tocam juntos e somente a voz é gravada separada depois. Normalmente os discos não são gravados assim, mas sim instrumento por instrumento, sem serem todos juntos tocando ao mesmo tempo).
No ar rolava um cheiro de mudança, de dificuldades pessoais misturada com uma vontade de fazer algo extremamente genuíno. Era um momento delicado onde estavam saindo da gravadora, e pela primeira vez, produzindo um disco sozinhos… enfim, era um mundo todo já vivido anteriormente porém sem a bagagem dos dias de hoje. Era realmente uma página virando e um capítulo novo começando.

Não me lembro exatamente quantos dias ficamos lá… sei que cheguei uns 2 ou 3 dias depois deles e já haviam quase que terminado uma música (se não me engano foi “Tira Onda”). Cheguei no dia 10 de fevereiro de 2014, e dia 11 eu completava meus 34 anos. Mais um aniversário passando ao lado deles – e com eles (vide capítulo 2 do documentário).

Foram dias produtivos e outros nem tanto, mas tenho certeza que foram essenciais para a banda se ajustar e colocar algumas coisas no lugar. Decisões foram tomadas, um rumo novo surgia e o mais importante: havia um brilho e uma esperança nova no olhar de cada um.

Só saíamos da casa para ir ao mar e às vezes jantar em algum lugar… e claro, quando havia algum show no final de semana também, mas já voltava direto para a casa novamente.

Todos os dias acordávamos, tomávamos um café e lá pelas 14h da tarde começavam a se reunir para entrar na sala e tocar alguma coisa… e gravar, obviamente. Tinha dias que tudo fluía bem, em outros nem tanto.
Esse período todo que fiquei por lá captei fotos e vídeos para documentar toda essa nova fase. Não tínhamos ideia do que faríamos com esse material, mas tínhamos a certeza de que documentar aquele momento era importante. Tá, não vou mentir, tínhamos algumas ideias mas todas sem nenhuma certeza, mesmo porque, nem a banda sabia mesmo onde tudo aquilo iria dar.

Os dias não pararam de passar e talvez o plano não tenha saído como estava no papel, mas saíram de lá com algumas músicas prontas para um disco novo… e direto para umas férias de uns 20 dias.
Passado esses dias, um disco que já estava bem encaminhado já não fazia mais muito sentido com as coisas novas que estavam na cabeça de cada um, ou seja, e agora?

Mais algum tempo foi dado para todas as ideias ocuparem seus devidos lugares e tudo mais, até que tempos depois, decidiram que esse material da casa da praia iria dar vida a um EP para deixar marcada essa fase de transição, e posterior a isso, construir um novo disco novamente já com essa nova base que estavam formando: novos rumos, novas ideias e novos ares literalmente.
Dito e feito, no fim de 2014 saiu o EP de nome gigante mas que faz todo jus ao momento, com o single de “Vamos Seguir” nas rádios.
O clipe do single, que também dirigi, foi um apanhado de sobras de outros clipes da banda com adição de imagens de estrada, shows e etc… um material inédito e que fazia bastante sentido para o teor da letra da música e do momento da banda. Lembro que levei meu computador para a casa do Lê (onde estavam diariamente ensaiando e compondo novas músicas para o novo disco) e praticamente morei lá durante uma semana pra finalizar esse clipe junto com todos. E no mesmo momento em que esse processo do clipe existia, estava eu também fechando a arte do EP em questão com eles… decidindo capa, dirigindo a arte toda e enfim, foi literalmente uma correria boa.

Como nem tudo nessa vida sai como a gente planeja, algumas coisas se atrapalharam. Burocracias e mais burocracias impediram de tudo sair antes, mas estávamos lá, fazendo tudo nós mesmos e sem precisar do OK de ninguém. Éramos só nós e nós mesmos.

Creio que esses 3 episódios divulgados no youtube deles seja um resumo bem amarrado do que foi essa época e o que tudo aquilo representou. Talvez represente mais para mim e para a banda do que pra qualquer outra pessoa, mas acredito que dê para sentir mais ou menos isso tudo – mesmo olhando de fora.
A maestria em decupar todo o material e colocar uma ordem nisso tudo ficou por conta do grande amigo Otavio Sousa, que na maior paciência do mundo, assistiu todos os gigabytes de material e juntou todo o quebra-cabeça. Bendita foi a hora que eu estava todo ocupado com a arte do EP e com o clipe de “Vamos Seguir”, pois foi nesse turbilhão de afazeres que o nome dele foi cogitado para trabalhar nesse projeto, e pra mim, foi quem salvou isso tudo – senão iria demorar muito mais pra sair.

Passado tudo isso, acredito que agora eu posso dizer que essa fase foi talvez uma das mais importantes para a banda – e pra mim também, pois paralelo a isso aconteceram coisas que tive que optar e acredito eu que optei pelo caminho certo. Não vem aqui ao caso, mas sim… tive insônias e mais insônias para lutar contra…

Agora, respirando um pouco melhor e mais fundo, posso dizer que as coisas de lá pra cá tem se acertado, e o que eu posso dizer é que se por algum momento alguém achou que tudo acabou, posso garantir que está bem enganado. Tudo ainda vive e está a milhão, mas dessa vez estamos tentando subir o morro sem precisar parar para respirar.
Quem estiver ao lado vai ter que correr pra tentar acompanhar… e eu espero mesmo que ainda sejam muitos os que aguentam o tranco. Aguardem!

Documentário: “Estamos no começo de algo muito bom, não precisa ter nome não”

Falando sobre… (Samsung NX300M)

Bom, como eu havia prometido, vamos falar agora da Samsung NX300M, que pra quem chegou atrasado, no post anterior eu dei uma breve introduzida no porque disso tudo. Então se você tá pegando a história pela metade, volta ali no post anterior e dá uma geral que aí fica mais fácil entender ;).

Como eu também já disse, na viagem eu levei basicamente as duas câmeras da Samsung, a Galaxy Câmera 2 e a NX300M. Pra você que não sabe, a NX300M é uma câmera mirrorless (do inglês, sem espelho), que é uma câmera mais compacta e que possui lentes intercambiáveis.

Dito isso, vale lembrar que levei 3 lentes com ela: 50-200 4/5.6, 18-55 3.5/5.6 e uma 16mm 2.4 (gostaria de ter testado outras como a 30mm 2.0, a 45mm 1.8, 85mm 1.4, a 12-24mm 4/5.6, maaas, não tinha em mãos hehe).

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Quando peguei ela pra testar antes de ir viajar eu já tinha achado alguns bons pontos positivos, como o peso e a funcionalidade. Se você já tem alguma experiência com as DSLR, não vai ter problema nenhum manuseando ela. É tudo muito instintivo e tranquilo de entender. Caso você seja um marinheiro de primeira viagem, aí ela vai te servir como uma boa introdução para uma futura DSLR (se você um dia quiser/precisar de uma). Mas voltando a falar do peso, para mim era essencial que tudo fosse bem fácil e leve para carregar, afinal de contas, a viagem era quase que 90% do tempo a pé e com o peso nas costas – e esse foi um dos grandes motivos para eu não ter levado absolutamente nada do que eu tenho da Canon.

Para a galera que gosta das especificações, ela tem um sensor APS-C (que aliás muitas DSLR’s por aí usam também) com aproximadamente 20.3 Megapixels. O ISO dela vai de 100 a 25600 e a velocidade máxima do obturador é de 1/6000.

A tela tela é touch de AMOLED e tem uma boa movimentação, facilitando bastante a visão em alguns ângulos mais difíceis.

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O que mais me chamou a atenção foi a velocidade que ela crava o foco, é realmente surpreendente para uma mirroless assim, mesmo porque a minha comparação é com a minha outra mirrorless, que é uma EOS M da Canon, que por vez, tomou um baile nesse quesito.

Um outro ponto forte dela é o drive, que faz até 8.6 fotos por segundo (em JPG ou RAW). Aliás, isso também é importante dizer, ela também fotografa em RAW e não somente em JPG.

Existem nela vários modos programados para still (e efeitos também), como para retratos, paisagem, macro, panorâmico, pôr-do-sol e etc… Confesso que não utilizei nenhum pois sou acostumado a fotografar no modo manual, mas pode ser que ajude bem em algumas situações para os mais leigos.

Entrando no assunto de vídeo, mais uma vez eu não utilizei a câmera para esse fim, e o motivo é o mesmo: não trabalha com 24fps em full hd. A única opção que ela faz 24fps é em 1920×810. Mas enfim, para quem tem curiosidade, ela grava também em 60fps e 30fps e 15fps. Mas cada uma com uma limitação e não vou saber dizer direito quais são. O codec que ela usa é o H.264, o mais usado aí pela grande maioria de câmeras desse porte (incluso as DSLR).

Possui Wi-Fi, o que é bem importante hoje em dia, e também possui o sistema NFC. Se o seu celular for um Samsung, melhor ainda. Vai transferir suas fotos bem facilmente. Mas com o Wi-Fi já dá pra fazer todo esse serviço também. Há aplicativos para serem baixados tanto em Android quanto para iOS para fazer essa conexão. Dá para sincronizar até seu iPhone com ela e aí todas as fotos que você tirar com ela, vão automaticamente para o seu celular.

Sobre a vida da bateria, eu achei que ela consome bem mais do que a da Galaxy Camera 2 por exemplo… digamos que cheguei quase a ficar na mão com ela umas 2 ou 3 vezes. Realmente não dá para ter só uma bateria, você vai precisar ter uma reserva ou quem sabe até 3 dependendo de como for a tua relação com a câmera.

Há a possibilidade de encaixar um flash externo nela, que vende separadamente, e isso pode te ajudar bastante também em algumas situações de baixa luz e que você não pode deixar de tirar aquela foto (ok, selfie também tá valendo hehe).

As lentes que utilizei, apesar de eu achá-las escuras, se saíram bem. O sharp é bem aceitável e são bem leves também. Não sei dizer se são muito resistentes pois em nenhum momento deixei alguma cair ou sofrer algum dano, mas caso alguém tenha alguma história, conta aí hehe.

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Como disse anteriormente, gostaria muito de ter testado as lentes mais claras, pois realmente as que estavam comigo já me surpreenderam, então creio que com as outras o resultado seria até melhor (ao meu ver).

Na hora que descarreguei as fotos eu senti que realmente tinha um produto de qualidade, pois realmente as fotos eram entregues de uma maneira ímpar. Poucas são as câmeras que te entregam uma foto em JPG com resolução acima de 300dpi, e ela te entrega com 350dpi (com tamanho de 5472 x 3648).

Não vou conseguir colocar as fotos em tamanho real por aqui, mas acreditem: a qualidade é realmente bem alta e satisfatória.

O preço dela eu sei que varia de R$1700,00 a R$2500,00 mais ou menos, mas também é uma coisa que você vai precisar pesquisar. As lentes eu realmente não sei dizer o preço médio, mas a internet está aí pra isso né? Vamos usar hehe.

Essa são algumas fotos que fiz com ela no modo manual, todas na melhor qualidade do JPG (não do RAW) e todas as fotos SEM tratamento algum (elas foram apenas redimensionadas para não ficar tão grande aqui no blog. Se quiser clicar nelas, dá pra ver um pouco maior):

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E essas duas aqui são as que eu acabei postando no Instagram… lembrando que nunca posto fotos de câmeras por lá, mas essas foram algumas exceções e foram sinalizadas na época:

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O que eu posso dizer de tudo isso é que com toda a certeza foi uma câmera que me surpreendeu muito, e que agora substituiu tranquilamente a minha EOS M da Canon. A única desvantagem é que não consigo usar as minhas lentes todas da Canon nela, mas, ok… não dá pra se querer tudo também (na real existe uns adaptadores por aí, mas nunca testei, então não posso dizer sobre). Muitas vezes saio só com ela por aí e já me satisfaz com maestria meus requisitos básicos (e até os não-básicos). Então se você tá procurando uma mirrorless com preço justo pra investir, acho que a NX300M pode ser uma bela alternativa pra você.

Dê mais uma pesquisada, ache algum amigo que tenha, experimente, procure novas opiniões… mas a minha é essa aí mesmo.

Beijos, abraços e até a próxima!

Falando sobre… (Samsung Galaxy Câmera 2)

Há 3 meses atrás fui fazer uma viagem pelo Chile (Santiago) e Argentina (Buenos Aires) durante alguns bons dias, passando também pelo Valle Nevado, Valparaíso e Viña del Mar.

Alguns de vocês se bobiar até conferiram algumas fotos que fiz nessa viagem através do meu instagram (@cesinha) e outros talvez não – mas nunca é tarde pra visitar e vasculhar hehe. Enfim, pra essa viagem acabei levando obviamente meu celular e também como destaque duas câmeras da Samsung: uma Galaxy Camera 2 e uma NX300M (que é uma mirrorless) com 3 lentes distintas:18-55mm, 14mm e 50-200mm.

Nesse post resolvi detalhar melhor como foi o desempenho da Galaxy Camera 2 na viagem, e em outro post falo sobre a NX300M, já que muita gente se interessou e veio me perguntar sobre isso.

Vale ressaltar que aos 45 do segundo tempo decidi deixar todo o meu equipamento profissional em casa e ir só com elas pra lá… adicionando uma GoPro, uma Lomo e o celular como já havia dito. E assim foi, com o intuito realmente de poder testá-las pra valer… e vamos aos vereditos:

Samsung Galaxy Camera 2

Essa é uma câmera portátil da Samsung que possui um sistema operacional Android que posso dizer que é praticamente uma mistura de uma câmera portátil point-and-shoot e um celular, porém não faz ligações e nem possui 3G/4G.

Na parte traseira dela temos uma tela HD de 4,8 polegadas e na frente uma lente com zoom óptico de até 21 vezes (o que é uma mão na roda, literalmente falando. Ajuda muito a “alcançar” aquelas fotos mais distantes).

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Ela não é pesada mas também não é muito fácil de manipular com uma mão só (mas dependendo do tamanho da sua mão, pode funcionar). Eu costumava a andar com ela no meu bolso, e em nenhum momento chegou a me incomodar muito… até pelo contrário, me deixava sempre tranquilo sabendo que tinha uma câmera “melhor” no bolso do que o próprio celular… e também me poupando muitas vezes de ter que carregar alguma mochila extra só para o equipamento.

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Acredito que o grande diferencial dela para as outras câmeras point-and-shoot seja o sistema Android dela, que te permite ter nela todos os aplicativos que você tem no celular por exemplo. Ou seja, pode instalar teu Instagram, Facebook, Twitter, seus programas de edição de foto… e se tiver acesso a algum wi-fi, já posta tudo nas redes através da própria câmera mesmo, isso é demais!

No meu instagram pessoal tenho como uma “regra” minha postar fotos somente que faço com o celular, mas no caso dessa experiência, acabei postando algumas fotos que fiz com ela – e direto dela -, e pra quem não viu, aí estão:

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(provavelmente todas essas fotos eu editei usando o snapseed + vsco cam na própria câmera)

Para quem gosta de saber números e afins, ela possui 16,3 megapixels, o Android é a versão 4.3 (Jelly Bean), o processador é um quad-core de 1,6Ghz e 2GB de RAM. Sobre o armazenamento, ele pode ser feito na memória interna dela de 8GB, mas há espaço também para o uso de cartão microSD com capacidade de até 64gb. A bateria é de 2000 mAh e aguenta bem o tranco… acho que não fiquei sem bateria nem um dia – mesmo usando bastante. Claro que não ficava com ela o tempo todo ligada e nem ficava acessando as redes sociais… usava apenas para tirar as fotos e algumas vezes editá-las para postá-las nas respectivas contas desse mundo cibernético ;).

Umas outras características dela que valem ressaltar também é possuir o recurso de localização via gps, filmar em full HD em 30fps e ter também um flash Xenon que ajuda muito nas fotos em ambientes com pouca luz.

Vou ser sincero e dizer que não testei o video dela por não ser adepto dos 30fps (senti falta de um 24fps, que é o que eu mais uso e gosto)… mas vi que ela também tem a opção de um 60fps, porém cai para 720p de resolução.

O veredito final pode-se dizer que é uma câmera bem interessante pra quem gosta muito de postar no instagram ou facebook por exemplo. Essa facilidade de tirar a foto e já poder editar nela mesmo com seus aplicativos favoritos (que estão disponíveis na plataforma android) é sensacional. Eu no caso uso muito o Snapseed e o VSCO Cam para editar as fotos, e ambos estão disponíveis, então me senti “em casa” com ela.

A facilidade de ter um zoom óptico de 21x é também um grande trunfo, pena que quando o zoom é usado até o talo (nas suas 21x), as fotos saiam um pouco sem nitidez e com uma leve acentuação nos pixels. Para usar essas fotos em redes sociais é ok, mas se você tem o interesse em imprimi-las ou algo assim, aí a coisa fica um pouco mais difícil. Fora isso, ela se dá muito bem em outros patamares do próprio zoom.

Um ponto que pra mim soou como negativo foi a demora demasiada dela para ligar. Se você estava pensando em tirar uma foto de algo que estava acontecendo naquele momento, pode esquecer… do momento que vc aperta o botão de power até ela estar apta a fazer a foto, com toda a certeza você já perdeu a tua foto. São alguns bons segundos. Não cheguei a cronometrar, mas te garanto que não é nada menor do que 15 segundos pelo menos.
Uma maneira de amenizar isso é deixar ela sempre em stand-by, aí o tempo é menor e quem sabe você perca menos fotos.

Caso o teu interesse não seja em registrar as coisas rápidas do cotidiano, então esqueça todo esse parágrafo hehe.

Uma coisa que pra mim foi crucial, foi o fato de poder instalar nela o aplicativo do Dropbox, então, sempre que tinha acesso a algum WI-FI, mandava todas as fotos para lá e pronto, já estava com o backup pronto… não precisei de computador em nenhum momento, e esse foi um grande feito também, não precisar levar computador algum para a viagem.

Um outro ponto positivo é que ela também possui controle manual de exposição, iso, diafragma e tudo mais. Apesar de ser um pouco mais chato de mexer, existe essa opção – o que já diferencia ela de muitas outras da mesma linha.

Resumindo isso tudo, com toda a certeza ela é uma ótima câmera pra você que quer sair com os amigos pra registrar suas andanças, suas festas, seus momentos família, viagens e afins. É só colocar no bolso (ou na bolsa) e pronto, já vai ter com você um baita suporte para suas fotografias.
Obviamente que não dá para comparar a sua resolução com as câmeras DSLR ou Mirrorless, mas para a sua categoria point-and-shoot, ela tem um belo desempenho.

Pelas minhas pesquisas (bem rápidas por sinal), vi o preço dela variando entre R$890,00 a R$1100,00. Tem que dar uma garimpada por aí que você sempre pode achar mais barato, né? Mas se conseguir achar na faixa dos 890 já é um investimento bem interessante mesmo. E ela possui em duas cores: preta e branca

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Ela foi a câmera que mais andou comigo por essa viagem toda, exatamente por ser mais compacta e ter um poderio legal de “fogo”. Como eu não queria carregar peso e não tava muito na onda de sofrer carregando muitas mochilas e quilos de equipamentos, ela sem dúvida foi a minha melhor companhia. Acredito que 70% das fotos da minha viagem toda foram feitas com ela, o resto a gente divide entre o celular e a NX300M – que vou mencionar no próximo post.

E aí vão algumas outras fotos que fiz com ela, dessa vez sem estar no formato 1:1 do Instagram:

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Vale ressaltar que ainda continuo andando com ela no meu bolso quase que sempre, e não somente na época da viagem hehe.
Em breve escrevo sobre a NX300M, que pra mim foi uma bela surpresa.

Até mais!

Oportunidades em um click…

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Um dia de folga nunca vai ser realmente um dia de folga, pelo menos é assim que eu encaro os meus.
E não, eu não acho isso ruim, muito pelo contrário, eu acho a melhor coisa de todas. 
Triste seria se eu fosse acomodado, se achasse que tudo vai cair nas minhas mãos e não precisasse correr atrás dos meus sonhos. Triste seria se tudo que eu pedisse, acontecesse… tudo o que eu quisesse se realizasse e tudo o que eu sonhasse se tornasse realidade.
A vida é construída de perdas, de tombos e de coisas que você ainda não conquistou. 
A vitória só existe por causa da derrota, assim como a felicidade só existe porque há outros tempos mais monótonos.

Ficar parado nunca foi o meu forte, muito menos parado e pensando em nada – impossível.
O dia de folga a gente transforma em busca de conhecimento, que por si só, já te faz andar muitas casas pra frente nesse jogo da vida.
Um documentário bem escolhido para ver, um texto bom, um livro, um programa com um debate interessante… enfim, qualquer coisa que tenha um certo conteúdo para acrescentar é sempre bem-vindo. Aquela tua preguiça de assistir, de ler e de tudo mais, é só contra você mesmo e mais ninguém. Ela é que vai te derrubar e te impedir de seguir em frente.

Não ache que você tem o dia de amanhã pra fazer o que pode fazer hoje, porque nem sempre você o tem. Talvez esse seja o exercício mais difícil dos últimos tempos, dessa era onde tudo se alcança com um click. 
Mas teu futuro, esse eu tenho certeza, não está há um click de você… e sim muito mais além.

Cansei de ouvir pessoas dizendo que o meu trabalho é o sonho de muita gente e mil outras ladainhas mais… e a minha resposta pra tudo isso é: eu fui atrás e sempre corri contra o tempo. Tive altos e baixos como todo mundo em toda profissão. Se você não faz isso, vai ficar pra trás e provavelmente trabalhando com algo que realmente odeia.

Quer tomar uns tapas na cara já logo de cara?

Pode ler isso: Só um imbecil gostaria de fazer o que não curte (é grande? pode até ser, mas vai valer cada segundo).

Pode assistir isso: Entrevista com Mario Sergio Cortella 

E se gostou, assiste ele inteiro: Eu Maior

E agora chega, mas tem 58457754 oportunidades pra se aprender com UM CLICK. E 4839843984 outras que vc deixa de aprender por UM CLICK também (e por preguiça). Não perca seu tempo compartilhando lixo por aí e achando que likes e sdv são a tua solução pra vida. Existe algo bem MAIOR atrás disso tudo, corra atrás.

Do alto…

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Do alto tudo parece menor.

É de lá que costumo olhar pra baixo, respirar e sentir que uma vida é pouca coisa perto de tudo que existe por aí. Uma desculpa, uma hora perdida, um trabalho concluído, um click feito ou um cumprimento qualquer. 
Olho pra baixo e vejo formigas, olho pra dentro e me sinto apenas mais uma delas. É nesse momento em que você se coloca no lugar e pensa que você não é muita coisa… e ninguém é. 
A importância é sempre coletiva. O que importa são vários ou muitos. O que importa são seus amigos e as pessoas que te querem bem. Quanto mais pessoas envolvidas, mais tem importância aquilo tudo. Você sozinho não é nada e nem vai ser.

Do alto tudo parece maior.

É de lá que costumo olhar pra cima e ver que ainda existe mais coisa ainda que não enxergamos… e uma vida é pouco para conseguirmos entender tudo isso.

Eu tenho pressa

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A vida corre
e os ponteiros também
e quando para
é porque não terminou bem

A cada piscada um segundo diferente
um clima que muda
um Sol que se esconde
ou uma noite que se vai.

Um sono perdido
uma manhã de preguiça
um dia a mais

Eu tenho pressa.

Tenho medo de perder muito tempo
tenho vontade de fazer muita coisa
tenho receio de ser muito lento

A respiração não para
o pulso ainda pulsa
e a idade não teme em avançar.

A vida é que tem pressa.

Tem pressa pra que se faça tudo o que queira
o amanhã que não chega
e quem sabe nem virá

Eu tenho pressa e a vida também…
e um segundo é muito pra quem não sabe se vai ver o próximo minuto passar.

Eu? Não vi

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E naquele vem e vai de gente você geralmente só tem um caminho, que é o de chegar no seu destino.
Esbarra em um, desvia de outros tantos e lá está você de novo naquele emaranhado de vidas se cruzando sem nem saber o nome que atende aquela pessoa da frente, do lado, de trás…
São vidas de anos e anos, experiências mil, mas nenhuma palavra é trocada. O ser humano tem dessas coisas: foca no seu eu e tchau pro resto todo.
Muitos ao esbarrar não pedem nem desculpa, muitos se sentem atrapalhados pela pessoa que caminha logo a frente, e muitos sequer nem ouvem os barulhos dos carros ou das pessoas em volta pois estão com seus fones de ouvido em alto e bom som.

A vida em uma metrópole é como se fosse um vendaval. Tudo acontece ao mesmo tempo, parece que tudo vira de ponta-cabeça e em uma certa hora tudo se acalma, mas é só por algumas horas, porque no dia seguinte começa tudo outra vez.
No vai e vem frenético parece que ninguém nem olha pra quem está por ali. Mesmo se alguém te chama a atenção por algum motivo, horas depois, duvido você conseguir descrever com clareza a fisionomia dessa pessoa, a vestimenta ou o que for.

O ser humano corre contra as horas, que aliás nunca param. Corre contra tudo e contra todos, até contra si mesmo… e por alguns bons momentos, se deixa escapar cenas que nunca mais poderá contemplar.
O tempo é dinheiro e parece que levam isso na ponta da língua e a sério demais.  Esquecem que o tempo também passa e com ele sua vida também. Os momentos bons, as cenas boas, o sorriso gratuito e toda aquela possível troca de experiências se perdem no meio de todos os segundos corridos… e perdidos.

E com o dinheiro que ganhou? Paga conta.

E nada mais.